As carruagens da aurora e do crepúsculo se chocam contra o céu
Os ponteiros correm em disparada como se quisessem chegar à linha de chegada
Dá-se o nó na garganta do poeta, falta-lhe a coragem
Perde-se lhe o fôlego, voam os sentidos, despe-se em um animal;
A pele alva de lua brilha no crepúsculo, delicada
Rosas úmidas pedem com a sede de beber
Protuberâncias estremecem ao vento da noite
Incendeia-se por dentro, fogo incontrolável
A pele pede o algo a mais; a dor a mais; o céu a mais
A pele ruça e calejada de terra permanece na aurora
Mãos tortas que fazem versos e procuram o toque
Enrijece, à procura do esconderijo perdido
E ele o acha onde aurora e crepúsculo se juntam
Sol e lua se encaixam na figura de um eclipse
Céu e mar se fundem numa só cor
Almas que gozam um ‘petit mort’.Os ponteiros correm em disparada como se quisessem chegar à linha de chegada
Dá-se o nó na garganta do poeta, falta-lhe a coragem
Perde-se lhe o fôlego, voam os sentidos, despe-se em um animal;
A pele alva de lua brilha no crepúsculo, delicada
Rosas úmidas pedem com a sede de beber
Protuberâncias estremecem ao vento da noite
Incendeia-se por dentro, fogo incontrolável
A pele pede o algo a mais; a dor a mais; o céu a mais
A pele ruça e calejada de terra permanece na aurora
Mãos tortas que fazem versos e procuram o toque
Enrijece, à procura do esconderijo perdido
E ele o acha onde aurora e crepúsculo se juntam
Sol e lua se encaixam na figura de um eclipse
Céu e mar se fundem numa só cor
(Danilo Julião - 14/10/2008)


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