Domingo de tarde. Sol das cinco a pino. Tempo bom. Perfeito pra jogar. Gramado em bom estado. Arquibancadas
O pai leva o filho pro estádio pela primeira vez na vida. O moleque não deve ter mais de cinco anos e vai ver seu time do coração pela primeira vez num estádio. E não é qualquer estádio, é o Maior do Mundo. Logo que eles chegam, a torcida saúda com uma festa maravilhosa, os fogos colorem os quatro cantos de arquibancadas, é uma festa sem fim. O moleque vai à loucura, entra naquele frisson. Balança a camisa que seu pai comprou e depois pede pro pai colocá-lo nos seus ombros pra ver o entorno do estádio. Dentro de campo, o Flamengo não faz por menos. Ele pode ter saído atrás no placar, perdendo de 1 x 0 . Mas logo empatou. E depois virou. Pai e filho foram à felicidade absoluta naquele dia: o Flamengo era hexacampeão. O pai via seu sexto título, sendo que o primeiro ele viu no colo do seu pai – que àquela altura não estava mais junto. Ele pode proporcionar essa alegria ao filho. Mas a alegria só duraria pouco. No dia seguinte, a sua esposa chorou arrasada ao saber da morte de seu marido e filho, quando estes saíam do Maracanã. Tudo causado por uma briga de torcidas rivais. Foi o Flamengo, mas poderia ter sido o Vasco, o Palmeiras, o Botafogo. Infelizmente, essa é uma história bem recorrente nos nossos dias. O futebol deixou de ser espetáculo para virar guerra.


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