quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Modernidade

Modernidade
Ah, atualidade nefasta
Aqui me tens em parcial
A outra parte foi em viagem
E não tem data de regresso
Cansei dos lamentos freqüentes
Das injeções de alegria, em vão
Estou farto de me transformar
Metamorfosear em personagem
De mim mesmo, faceta
Máscara confeccionada
Intransponível
Sem versos vivos
Ares de poesia
Ficção e realidade
Confundem-se ao mesmo tempo
Mundo e ultra -mundo de mãos dadas
Ignoro o que me conheço
Despisto aquilo que é desconhecido
Cresço e amadureço

Regrido e me trato com despreço
É sempre cedo, já foi tarde
Acessos de lamento por toda a parte
Sabe-se lá o que eu penso ou o que sinto
Emaranhado complexo, labirinto de sensações
Transtornado, ao reverso
Modernidade, tente me explicar...
Eu, tão maniqueísta e fantoche, não sei...

(Danilo Julião - 21-10-2008)

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