Renasço de águas plácidas e profundas
Filhas da claridade soturna da noite dos mares
Enquanto germino do meu berço-túmulo
Desperto da fúria que de mim se apossou feito furacão
E varreu de mim as lembranças da guerra íntima
Admiro a fronte límpida no espelho alvo
De longe, não lembra a carranca medonha
Que tanto tempo sustentei dentro da alma
Envolvido em desilusões e fracassos
Do tamanho de fortalezas de ferro
Filhas da claridade soturna da noite dos mares
Enquanto germino do meu berço-túmulo
Desperto da fúria que de mim se apossou feito furacão
E varreu de mim as lembranças da guerra íntima
Admiro a fronte límpida no espelho alvo
De longe, não lembra a carranca medonha
Que tanto tempo sustentei dentro da alma
Envolvido em desilusões e fracassos
Do tamanho de fortalezas de ferro
Quem adormeceu dentro de um mar gelado
Não se compara com aquele que despertou
Memórias ainda navegam errando pela noite
Sonhos náufragos afundam e atingem o fundo dos oceanos
Eis aonde eu quero que eles pereçam sem volta.
Sou como o remanso que surge do cansaço
Aquele que tanto lutou contra os sentimentos
Caminho de volta ao mundo,
Sem certeza ou esperança
Apenas o infinito que tanto me apraz.


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