segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O grande circo BBB

A décima edição do BBB está na boca do povo. Não imaginava, na época em que estreou, que o programa tivesse uma repercussão tão forte quanto essa. A ponto de parar a rotina dos telespectadores enquanto é exibido em rede nacional. Lembro de ouvir minha mãe reclamando comigo por que assistia todo dia e gostava. É, não me envergonho de dizer que já gostei do BBB e muito menos sei dizer o porquê de gostar. Na verdade, deixando as fofocas de lado, era interessante ver o quanto o ser humano se degrada por dinheiro e as baixarias que ele comete (sendo assistidas por milhões de pessoas). Hoje já abandonei a curiosidade nem um pouco ingênua– que por mais tentadora, não me seduz mais – e por isso eu o ache bem repulsivo agora. Não são apenas as intrigas e fofocas, mas sim se sujeitar a um espetáculo que não acrescenta em nada à nossa vida (e que, por outro lado, enche os olhos das pessoas e os bolsos dos patrocinadores e da emissora). À frente da apresentação, uma cara pseudo-culto (leia-se fofoqueiro de mão-cheia) que comanda esse universo paralelo que reproduz, distorce e cega a nossa realidade. Quem se prostitui, droga ou vicia não é menos baixo do que um participante do BBB que entra consciente de que vale tudo pelo prêmio. Num país em que a alienação virou atração de horário nobre, nada mais me surpreende. A lavagem cerebral é tão grande que a gente continua ligando pra ver quem sai no paredão de terça-feira.

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